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domingo, 27 de novembro de 2011

Receptores Pós-sinápticos

Olá pessoal, prontos para mais uma missão? Já discutimos aqui sobre o sistema nervoso e sobre os neurotransmissores que permitem a propagação de uma informação através do corpo humano. Mas essa história ainda não está completa...nós comentamos sobre os estímulos que levam o sistema nervoso a atuar, falamos das sinapses e dos neurotransmissores sendo liberados, mas não explicamos a forma como esses neurotransmissores são captados pela célula pós-sináptica. Essa será, portanto, nossa última missão antes de desvendar os neurotransmissores e as mulheres.

Antes de mais nada, cabe lembrar que essa via é unidirecional, ou seja, o impulso sempre ocorre dos terminais axoniais em direção aos dendritos da célula seguinte, chamada de pós-sináptica. A sinapse pode gerar duas respostas: excitatória ou inibitória. A sinapse com função excitatória gera a despolarização da membrana neuronal permitindo que o impulso elétrico continue através do neurônio enquanto que a inibitória gera uma hiperpolarização da membrana neuronal impedindo a passagem de corrente elétrica pelo neurônio que bloqueia a passagem da informação.

Para que ocorra, porém, a resposta inibitória ou excitatória, o neurotransmissor deve se ligar aos receptores presentes na membrana da célula pós-sináptica para combinar-se à ele; como se fosse uma chave e um fechadura, o neurotransmissor se liga especificamente a um receptor; para gerar a resposta. Os receptores são estruturas protéicas fundamentais para a criação do potencial pós-sináptico, seja ele de hiperpolarização ou despolarização.

Para facilitar o entendimento, explicaremos os receptores dividindo-os em duas classes principais: os ionotrópicos e os metabotrópicos.

Receptores ionotrópicos (figura ao lado): apresentam poros que permitem a passagem de íons de forma a regular a concentração iônica e alterar a voltagem da membrana celular. Ou seja, além do sítio de ligação para o neurotransmissor, apresentam também um canal intrínseco iônico.

Antes de prosseguir com a explicação, é importante estabelecer um pequeno raciocínio para nos auxiliar a entender as informações subseqüentes. No potencial pós-sináptico excitatório (PPSE), que como dito anteriormente gera a despolarização, ocorre um aumento da concentração de Na+ intracelular (quando em estado de repouso, a concentração de Na+ é maior fora da célula enquanto que internamente, há uma maior concentração de K+ ), por outro lado, no potencial pós-sináptico inibitório (PPSI) ocorre uma hiperpolarização através de um aumento do íon Cl- ou uma diminuição do K+ intracelular aumentando ainda mais a diferença de potencial (ddp) na membrana, impossibilitando a passagem de corrente elétrica do impulso nervoso.

A hiperpolarização ou a despolarização dependem da permeabilidade, do canal iônico presente no receptor, a certos íons. Por exemplo, os receptores de Glutamato e Serotonina(tipo 5-HT3) apresentam uma permeabilidade não específica para cátions univalentes, dessa forma, tais receptores são responsáveis pela despolarização (resposta excitatória)através do influxo de Na+ (é chamado influxo porque, no estado de repouso, o sódio é bombeado para fora da célula e, no momento que ocorre a ligação do neurotransmissor com o receptor, esse fluxo é alterado

gerando a despolarização da membrana e conseqüente continuação do impulso). Temos também os receptores de glutamato do tipo N-metil-D-aspartato, conhecido como NMDA, que não apenas permitem a passagem do íon de sódio, como o tipo 5-HT3, mas também permite a passagem de Ca2+ . Ainda podemos citar os receptores do tipo GABAa que juntamente com os receptores da glicina são capazes de gerar um hiperpolarização da membrana (resposta inibitória) através da passagem de íons de Cl- .

Não obstante, devemos atentar para o fato de que os receptores ionotrópicos apresentam também sítios de ligação para diversas outras moléculas e íons, tais sítios são responsáveis pela modulação da resposta ao estímulo. Para citar alguns exemplos, podemos tomar o receptor GABA, esse receptor inibitório tem sua função amplificada com a associação de drogas chamadas de benzodiazepínicas e barbitúricos. Os benzodiazepínicos possuem uma atuação sedativa-hipnótica (http://www.unifesp.br/dpsicobio/drogas/hip.htm) dependendo da dose ministrada. Exemplos dessas drogas: Diazepam e Lorazepam. Os barbitúricos eram muito utilizados como tratamento para a insônia, mas devido à sua dose receitada ser muito próxima da dose letal, deixaram de ser amplamente empregadas para tal fim. São ainda utilizadas para aplicação de anestesia geral e no tratamento de distúrbios convulsivos. Exemplos: Fenobarbital (presente no Gardenal e no Luminal).

Quando ocorre a liberação das vesículas de neurotransmissores pela célula pré-sináptica, os neurotransmissores se ligam ao receptor ionotrópico para controlar o fluxo de íons pela célula. Dessa forma, o neurotransmissor atua na tranmissão da resposta através da condução ou não do impulso nervoso. Os receptores ionotrópicos são mais rápidos que os metabotrópicos, como será explicado abaixo.

Receptores metabotrópicos (receptores acoplados a proteínas G, figura abaixo): alteração indireta na função e estrutura celular através de “segundos mensageiros”. São exemplos de receptores metabotrópicos: todos os dopaminérgicos e adrenérgicos, o de histamina, alguns glutamatérgicos e, com exceção do 5-HT3, todos os serotoninérgicos.

Os receptores se acoplam a proteínas G, que se ligam ao GTP. São específicos para cada neurotransmissor, ou seja, cada receptor estará ligado a uma proteína G diferente. O neurotransmissor, ao se ligar ao receptor, muda alostericamente a estrutura do receptor que, por isso, liberará o GDP que estava ligado a ela e capturará um GTP do citossol. Uma das subunidades do complexo da proteína G irá então adquirir uma posição mais intermembrana para encontrar proteínas integrais da membrana chamadas de efetoras, proteínas essas que serão responsáveis por transformar o estímulo em uma resposta pós-sináptica ou desencadearão diversas reações responsáveis por continuar a resposta nervosa, mesmo que indiretamente.

Essas proteínas efetoras serão responsáveis por sintetizar “segundos-mensageiros” como a cAMP e a cGMP. As reações geradas serão responsáveis por abrir ou fechar os canais iônicos. Diferentemente dos receptores ionotrópicos, os metabotrópicos possuem resposta muito mais lenta, dessa forma, os impulsos mediados por eles, são mais lentos no organismo.

Bom, chegamos ao fim de mais uma postagem. Espero que esse conteúdo tenha ficado de fácil compreensão e vocês tenham aprendido esse último passo do processo que é o impulso nervoso.

Como sempre, sorria e deixe a serotonina fluir!

Bibliografia:

http://www.anato.ufrj.br/material/NeuroIbro_03MessageirosQuimicos.pdf

http://www.obid.senad.gov.br/portais/OBID/conteudo/index.php?id_conteudo=11329&rastro=INFORMA%C3%87%C3%95ES+SOBRE+DROGAS%2FTipos+de+drogas/Calmantes+e+Sedativos

http://www.unifesp.br/dpsicobio/drogas/barbi.htm

http://www.unifesp.br/dpsicobio/drogas/hip.htm

http://www.alessandrofazolo.com/didatico/ilustracoes/eletrofisiologia/pages/ionotropic%20receptors_gif.htm

http://www.unifesp.br/dfisio/fisioneuro/transm_sinaptica.pdf

projetos.inf.ufsc.br/neurociênciadocomportamento

http://www.fmrp.usp.br/revista/1999/vol32n2/aspectos_moleculares_transmissao_sinaptica.pdf

domingo, 25 de setembro de 2011

Sherlock Holmes na Bioquímica - Neurotransmissores

Boa noite!

Todos prontos para mais um fascinante passeio pelo Sistema Nervoso? Hoje, como prometido, explicaremos o assunto tendo em vista os erros e dificuldades observados na pesquisa que fizemos com nossos colegas de turma de Bioquímica e Biofísica da faculdade. Fizemos a seguinte pergunta para 40 pessoas da turma: “O que você entende por neurotransmisseores e qual a sua importância?”.

Foi muito legal ver que cerca de 80% das pessoas questionadas tinham a perfeita noção do que são os neurotransmissores e suas principais funções. Em contrapartida, os demais que representam os 20% restantes, não tinham uma noção tão definida do que são os neurotransmissores ou suas funções. Imagino que agora, alguém poderia pensar que esse não é um número alto de erros, mas gostaria de ressaltar que fizemos essa pesquisa em um local de educação superior. Não estou dizendo que as pessoas que não sabiam são menos inteligentes do que as demais, ao contrário, estou mostrando um fato crucial para nós do blog que foi levado em consideração no momento de elaborar a proposta de “Elucidar e Desmistificar o cotidiano” : as pessoas têm receio quando o assunto abordado é sobre o Sistema Nervoso. E isso não se restringe às pessoas que têm menos escolaridade, mas às pessoas em geral, o assunto parece mais difícil do que é na verdade. E por isso, vamos conhecer um pouco melhor desse “suposto vilão” chamado neurotransmissor e decidir se ele é mesmo um “vilão”.

Para desvendar esse mistério, convoco vocês a se juntarem a mim a fim de sermos, hoje, verdadeiros “Sherlock Holmes”. Qual o crime a ser desvendado? Descobrir se os neurotransmissores são culpados por serem muito difíceis para se entender. Bom, no espírito de detetive, depois de identificar o “crime”, faremos um breve histórico dos suspeitos, entenderemos melhor sobre eles, descobriremos seu “modus operandi” (a forma como eles funcionam) para então dar o veredicto final: CULPADO OU INOCENTE?

Para dar início à investigação, vamos primeiro falar sobre o “descobrimento dos neurotransmissores”. O primeiro cientista a sugerir a existência dos neurotransmissores foi o austríaco Otto Loewi que em 1921 realizou um experimento com corações de sapo. Seu experimento, muito simples e brilhante, consistia de duas espécies de câmaras interligadas. A primeira possuía um coração de sapo ainda conectado ao nervo conhecido como nervo vago, a outra continha apenas o coração. Ambos os corações estavam colocados nas câmaras juntamente com um líquido com sais que impedia que o coração deixasse de ser estimulado. O primeiro coração foi estimulado pelo nervo vago a desacelerar os batimentos e, surpreendentemente, após um espaço de tempo, o segundo coração, ligado ao outro apenas pelo líquido das câmaras, começou a desacelerar também. Como explicar isso? Bom, Otto Loewi fez então uma suposição imaginando que, o nervo vago, ao comandar a desaceleração dos batimentos, secretava alguma substância químicano líquido das câmaras. Deu-se início então, ao estudo sobre os neurotransmissores.

Bom, mas o que são então esses neurotransmissores? Qualquer substância química como um hormônio qualquer, por exemplo? NÃO! Nossos suspeitos não podem ser qualquer substância química apenas porque ela é capaz de comandar uma ação no organismo. Como diminuir então o número de suspeitos? Quais os critérios para se qualificar uma substância como sendo um neurotransmissor? Há cinco pré-requisitos para a classificação de uma substância como neurotransmissora:

a) A síntese deve ser feita no neurônio pré-sináptico (lembrar da primeira postagem e entender oneurônio pré-sinápticcomo aquele que está passando a informação ou estímulo ao próximo);

b) A substância é armazenada em vesículas (bolsas) dentro do neurônio até que seja liberada;

c) A liberação é feita na fenda sináptica (relembrar: espaço encontrado entre dois neurônios)

d) A substância deve interagir com os receptores, áreas especiais da membrana de uma célula que reconhecem a especificidade de cada molécula para que seja então transmitido o impulso

e) as substâncias devem ser capturadas novamente pelo neurônio depois de gerarem o estímulo e são degradadas para que sejam produzidas novamente

Apesar dessa classificação apresentada, existem muitas outras formas de classificação de neurotransmissores. Há, por exemplo, substâncias conhecidas como neuromoduladores e neurohormônios. Os neuromoduladores são substâncias que agem junto com os neurotransmissores de forma a aumentar ou diminuir sua atuação. Neurohormônios são, por sua vez, substâncias também secretadas pelo neurônio, mas secretadas diretamente na corrente sanguínea. Para entender melhor o assunto, vamos compreender melhor como eles são sintetizados dentro dos neurônios.

Vamos dividir os neurotransmissores em algumas categorias:

· os neurotransmissores aminas e aminoácidos apresentam nitrogênio e são produzidos nos terminais do axônio a partir de substâncias conhecidas como “precursores metabólicos” que estão presentes no interior do neurônio (http://www.afh.bio.br/nervoso/nervoso2.asp#neurotransmissores). Existem enzimas responsáveis pela “montagem” dos neurotransmissores a partir desses precursores.

· os neurotransmissores peptídeos,moléculas maiores (macromoléculas), são sintetizados no Retículo endoplasmático rugoso (organela membranosa das células capaz de produzir proteínas a partir de pequenasmoléculas chamadas de aminoácidos) do corpo celular do neurônio, são então transformados no Complexo de Golgi (out raorganela membranosa celular que é capaz de modificar e preparar as moléculas para serem encaminhadas a outras células do organismo através de bolsas conhecidas como vesículas) ativando-os.

· Um importante modulador encontrado no organismo é o óxido nítrico (NO), um gás solúvel

Depois de produzidos, os neurotransmissores são englobados e colocados em vesículas para serem secretados pelo neurônio quando o impulso chega ao final do axônio. A membrana sofre despolarização e, ao atingir os terminais axonais, o telodendro, um sinal é entendido pelo neurônio levando-o a migrar as vesículas até a membrana celular onde se incorporam à membrana, sofrendo exocitose, ou seja, a vesícula é incorporada à membrana e as substâncias contidas nela são liberadas na fenda sináptica. Após a liberação, as substâncias (neurotransmissores) são reconhecidas pelos terminais especiais do outro neurônio conhecidos como receptores, específicos para cada tipo de neurotransmissor. O impulso é, dessa forma, continuado mesmo nos espaços sinápticos. É importante relembrar que os neurotransmissores não podem ser liberados e ficar ativando os receptores por tempo maior do que o necessário para excitar a outra célula, caso não ocorra a degradação dessas substâncias, o impulso é continuamente passado podendo gerar muitos problemas ao organismo.

Agora que já nos familiarizamos com nossos “suspeitos”, vamos conhecer um pouco mais dos principais neurotransmissores que passam por nosso corpo.

· Serotonina: é responsável pela liberação de diversos hormônios, humor, regulação do sono, atividade motora, temperatura corporal e também regula a saciedade alimentar.É o neurotransmissor do “chocolate”. Brincadeiras à parte, estudos já demonstraram a capacidade de doces como o chocolate para aumentar os níveis de serotonina no hipotálamo (parte do cérebro que coordena a ligação do sistema nervoso com o sistema endócrino). Como veremos depois, a baixa quantidade de serotonina pode ser uma das causas para o estado de depressão sendo este neurotransmissor amplamente utilizado na produção de fármacos para tal patologia.












(Como a figura mostra, a segunda situação apresenta menor número de neurotransmissores sendo passados para o segundo neurônio, quando o neurotransmissor em menor quantidade é a serotonina, por exemplo, a pessoa pode apresentar um quadro de depressão pela falta da regulação do humor, responsabilidade da serotonina).





· Dopamina:é um neurotransmissor inibitório responsável pelas sensações de satisfação e prazer. Um dos precursores da dopamina é a tirosina que por sua vez tem a L-fenilalanina (aminoácido) como precursora, a L-fenilalanina é adquirida através da alimentação. Os neurotransmissores dopaminérgicos são divididos em três grupos: o primeiro tem relação com os movimentos e sua falta pode caracterizar o mal de Parkinson; o segundo atua no equilíbrio comportamental em relação às emoções e, o terceiro grupo relaciona-se à área de atuação no encéfalo resultando no controle da memória e do pensamento abstrato. O stress também é considerado neste terceiro grupo de dopaminérgicos.


· Endorfina: nossos anestésicos naturais, agem no sistema corporal suprimindo a dor. Por ser conhecido como nossa morfina “natural”(endógena), a endorfina atua na cura alternativa de diversos pacientes com dor crônica. O riso é conhecido por diminuir o estresse e a dor promovendo a liberação de endorfina pelo nosso cérebro ao envolver o sistema límbico. Tal prática é realizada por muitos voluntários nos hospitais entre crianças e pacientes crônicos de forma a auxiliar o tratamento convencional promovendo uma celeridade do processo de cura.



· Ácido glutâmico ou glutamato: sua atividade é importante, pois aumenta a sensibilidade do corpo a outros neurotransmissores. Síntese é feita por desidrogenase ou transaminação.

Desidrogenase:

(α-cetoglutarato + NH4+ + NADPH → glutamato + NADP+ + H2O)

Transaminação:

(α-aminoácido + α-cetoglutarato ↔ glutamato + α-cetoácido)

· GABA (ácido gama-aminobutírico): este é o principal neurotransmissor inibitório encontrado no Sistema Nervoso Central (SNC), é encontrado em muitas partes do cérebro e está associado ao processo de ansiedade. Caso ocorra uma grande excitação (ativação), pode ser responsável pelo desencadear de convulsões generalizadas.




· Acetilcolina: ao contrário do GABA, não é encontrada na mesma proporção no SNC, é importante em “junções neuromusculares” (http://www.sistemanervoso.com/pagina.php?secao=6&materia_id=256&materiaver=1 ), ou seja, transmite o impulso do neurônio diretamente para o músculo efetor e também está envolvida na memória e no aprendizado sendo também considerado um neuromodulador. Síntese:

Acetil Coenzima A + Colina + (enzima colina acetil transferse)àacetilcolina + coenzima A + (enzima colina acetil trasnferase)

(A colina encontrada nessa reação é uma das precursoras da acetilcolina e é encontrada na alimentação sendo um constituinte da gordura).

Poderíamos considerar ainda outros neurotransmissores, mas enfatizamos aqui os principais. Caso seja necessário para fazer alguma explanação no decorrer do blog, falaremos mais especificamente sobre os neurotransmissores abordados ou até mesmo consideraremos outros, como o óxido nitroso importante neuromodulador a ser comentado em outra postagem.

Depois de entender o processo no qual é sintetizado o neurotransmissor, como é liberado e quais são os principais e suas funções, resta-nos resolver o crime de uma vez por todas: CULPADO OU INOCENTE? Na minha opinião, contudo, com essa pequena explicação, somos capazes de observar que o assunto não é por si só difícil , entendê-lo portanto requer apenas fontes confiáveis e que abordem o assunto de forma didática e simples. Decido então, não condenar os neurotransmissores e não sentenciá-los apenas porque parecem ser de difícil compreensão. VEREDICTO: INOCENTE!

Espero que esse pequeno apanhado de informações que eu condensei nessa postagem seja suficiente para elucidar as dificuldades e dúvidas que o assunto possa gerar, caso contrário, por favor, sintam-se à vontade para questionar aqui mesmo no blog ou enviar a pergunta para nosso twitter.

Como sempre: sorria e deixe a endorfina fluir!

Susane Muniz.


Referências Bibliográficas:

Ballone GJ, Moura EC - Serotonina - in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br, revisto em 2008.

Ballone GJ - Neurônios e Neurotransmissores - in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br , 2008

Imagem: CÉSAR & CEZAR. Biologia 2. São Paulo, Ed Saraiva, 2002

http://www.afh.bio.br/nervoso/nervoso2.asp#neurotransmissores

http://faculty.washington.edu/chudler/chnt1.html

http://www.sistemanervoso.com/pagina.php?secao=6&materia_id=78&materiaver=1

http://neurogenesis.com/neuro-transmitters/what-are-neurotransmitters/

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http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1415-52732004000200008&script=sci_arttext

http://www.ff.up.pt/toxicologia/monografias/ano0708/g19_beladona/pfq1.jpg

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg2HR54PolzoZVmF7Ya14vfbr1nMGv1IYtMxYiv3TMGZ3n0H5fVu8y4r8ZSXvf1MyZ8KF0rX-llczy4rq9Us3lR0PReGuuN1oET8hwcCHF-hoUfRAH96twX6KIFDQO3AgGoOAdbathyphenhyphenZ6s/s200/glutamate.png

http://users.med.up.pt/ruifonte/PDFs/PDFs_arquivados_anos_anteriores/2005-2006/G17_processos_gerais_e_biosintese_de_AA.pdf

http://www.qmc.ufsc.br/qmcweb/artigos/neuroquimica.html

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034-70942006000500012&script=sci_arttext

http://trupeperambula.blogspot.com/

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Uma corrida pelo Sistema Nervoso

Boa noite, gente! É com grande entusiasmo que começaremos a "esquentar nossos motores" para o estudo da ação dos neurotransmissores em nosso corpo, mas antes disso, que tal irmos devagar? Daremos início agora ao fascinante "universo celular" que constitui nosso corpo explicando a atuação do sistema nervoso. Apertem seus cintos de segurança que nós vamos acelerar!

Antes de qualquer coisa, precisamos dizer que, para que nosso corpo funcione como uma "máquina bem ajustada" todos os sistemas precisam atuar em conjunto. O sistema nervoso age conjuntamente com o sistema endócrino - responsável pela variação hormonal corporal - para a integração do organismo como um todo.

Mas de que forma isso acontece? O sistema nervoso possui duas divisões principais: o sistema nervoso central, composto pela medula espinhal e pelo encéfalo, é o responsável por processar a informação e enviar comandos com as respostas; o sistema nervoso periférico, por sua vez, é composto por nervos e gânglios, esta porção tem por objetivo captar estímulos externos, levá-los ao SNC (sistema nervoso central) e então aos músculos que efetuarão os movimentos.

Explicando dessa forma, no entanto, surge uma dúvida: de que forma se faz essa comunicação entre as células, afinal, não se pode esperar que as células falem umas com as outras da mesma forma como nós nos comunicamos com outras pessoas. Então, como acontece?

Existem duas formas básicas de transmissão dos impulsos nervosos: eletricamente - usando a diferença de potencial elétrico entre a parte interna e a externa da membrana dos neurônios - e quimicamente - neurotransmissores que são produzidos e eliminados nas fendas sinápticas também chamadas GAP, sendo depois reconhecidos pelos receptores do outro neurônio continuando o estímulo.

SINAL AMARELO! Vamos desacelerar um pouco e explicar esse contexto melhor antes que vocês se percam no conteúdo. Para agilizar e priorizar as nossas postagens com assuntos mais profundos, indicaremos alguns sites que expliquem alguns pontos que podem gerar dúvida. A forma básica do neurônio, por exemplo, célula básica do sistema nervoso que é especializada na condução de informação sob forma de impulso químico-elétrico, não será explanada em detalhes, mas se você for uma daquelas pessoas que têm curiosidade em aprender mais ( e nós esperamos que seja) você pode acessar um blog que também foi feito por outros alunos de Medicina, essa postagem foi escrita pelo aluno Bruno Sakamoto e está muito boa para se entender melhor o funcionamento e estruturas básicas do neurônio. O link para descobrir um pouco mais sobre os neurônios é: http://neuromed92.blogspot.com/2010/11/neuronio-unidade-funcional-do-sistema.html.

Agora que já entendemos melhor o neurônio, vamos voltar a falar sobre os impulsos nervosos. A membrana celular do neurônio é especializada na condução de impulsos elétricos. Tal condução ocorre, como anteriormente citado, devido à diferença de potencial (diferença de cargas) entre a parte interna e a externa da membrana. Quando ocorre o estímulo, uma despolarização da membrana é percebida e as cargas são invertidas, o impulso elétrico então se propaga. Quando chega ao telodendro, terminação dos axônios, existe um espaço entre os neurônios: a fenda sináptica ou GAP, como é conhecida.

Mas, se os neurônios não estão unidos, como acontece a propagação da informação? Entramos nesse momento nos 100 metros finais de hoje nesta corrida pelo mundo dos neurotransmissores: o impulso é continuado graças à produção e excreção - pelos neurônios - de substâncias capazes de sensibilizar os receptores dos dendritos do próximo neurônio e, dessa forma, levar a informação para o próximo neurônio. Essas substâncias responsáveis pela integração funcional entre os neurônios são chamadas de neurotransmissores.

Ufa! Recebemos a bandeirada final! Chegamos aonde precisávamos para esse primeiro encontro: entendemos a função do sistema nervoso no nosso corpo, apontamos o neurônio como célula funcional básica do sistema nervoso e somos capazes de descrever sucintamente a forma como o impulso nervoso é passado sabendo agora da existência dos neurotransmissores e entendendo sua função principal. Está na hora de subir ao pódio, levantar o troféu e respirar aliviado: o post de hoje fica por aqui. O próximo post falará melhor sobre neurotransmissores, como aconteceu sua descoberta, as principais classes de neurotransmissores e focaremos a explicação de forma a sanar as dúvidas que foram observadas numa enquete que fizemos com alguns alunos da Unb.

Então, por hoje é só!
Até amanhã pessoal e não se esqueçam: Sorria e deixe a endorfina fluir! =P


Fontes Bibliográficas:
  • http: //www.cerebromente.org.br/n07/fundamentos/neuron/rosto.htm - escrito por Silvia Helena Cardoso, PhD, psicobióloga, diretora e editora chefe da revista Cérebro e Mente; revisado pelo neuroanatomista Dr. Roberto Cysne Coimbra, MD, PhD - acessado em 11/09/2011
  • AMABIS, José Mariano, Biologia V. 2 Anatomia dos seres vivos - anatomia e fisiologia de plantas e de animais; 2.ed - São Paulo: Moderna, 2004
Figuras: